domingo, 28 de dezembro de 2008

RESsaxA DO NATAL COM OS DEMÔNIOS DO SHUFFLE

Shuffle Demons é uma banda do Canadá e faz um som que é uma grande parece sonora de saxofones. Para quem gosta do instrumento, a banda é uma grata surpresa. Tem baixo, tem bateria e tem três saxofones, que formam um naipe sensacional.

A banda lançou o primeiro disco em 1986, 'Streetnicks'. Em 1988 lançou 'Bop Rap' e em 1990 'What do you Want'. Depois lançou o disco ao vivo, 'Alive in Europe', de 1992, para em seguida vir com 'Extra Crispy', do ano seguinte. O EP 'Get Right' veio em 1996, e em 2004 eles lançaram uma coleção dos grandes sucessos.

Estão disponíveis, aqui no blogui: o disco ao vivo, o EP e os grandes sucessos. Quando aos outros álbuns, são muito dificeis de achar. Quem souber de alguma coisa é só comentar....

2004 Greatest Hits

1. The shuffle monster
2. Spadina bus
3. Gabi's Gimi suit
4. Out of my house roach
5. Hockey night in Canada
6. East Berlin angst
7. Pavin' on my road
8. Perry’s groove
9. 12 beer my deer
10. Cheese on bread
11. The funkin' pumpkin
12. Personal blues
13. Yukon girl
14. Stop the rot
15. Blues for you
16. Shuffle groove
17. What do you want

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1996 Get Right (EP)

1. Have a good one
2. Get right
3. Tolerence
4. Show me
5. Group dreams
6. Nothing

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1994 Alive in Europe

Disc 1
1. The boys of maple syrup
2. The opening tune
3. Pavin' my road
4. Pipe dream
5. Scraggle from the dirt bog
6. Demon reggae
7. Bemsha swing
8. Awaken the sfinks
9. Gabi's Gimi suit
10. Out of my house roach
11. The girl from Impanema meets T-shirt salesman from Canada at the Cafe du Congo
12. Low life
13. Les gars de syrop d'erable

Disc 2
1. Ankles of a pig
2. Brownskin girl
3. Barmp your horn
4. Les enfants de Trudeau (Medley)
5. Culture house
6. Cheese on bread
7. Happy birthday John Zorn
8. Wed night prayer meeting
9. Spadina bus
10. Low life
11. Free mouth adventure
12. Another story
13. Everything is still OK

Abaixar Disco 1
Abaixar Disco 2

domingo, 21 de dezembro de 2008

O OUTRO TOM DO CAREQA

Carlos Careqa é compositor radicado em São Paulo, e suas canções possuem letras inteligentes e melodias simples com boas sacadas.

Como é o caso de ‘Psycho maloca’ onde ele mistura ‘Psycho killer’ de David Byrne, com ‘Saudosa maloca’ de Adoniram Barbosa. Essa música está no disco, ‘Pelo Público’, lançado em 2007. Ou também, como é o caso da canção ‘Acho’, que fez muito sucesso na época de seu lançamento, e chegou a figurar em uma coletânia de canções brasileiras, organizada pelo mesmo Byrne. Essa faixa está em seu disco de estréia.

Pois, em seu mais novo lançamento, ‘À Espera de Tom’, Careqa não faz uma homenagem ao Jobim, ou aos 50 anos de bossa nova. Também não remete à alguma nota musical, escala ou afinação. O ‘Tom’ do título vem de uma das figuras mais bizarras e estranhas da música pop, Tom Waits, que tem discografia cheia de canções que falam da solidão noturna.

Carlos Careqa, em seu novo disco, consegue incorporar o espírito de Waits e também impor um estilo autoral. As canções permitem o ouvinte entender o sentido dos arranjos aliados às letras beatniks do cantor norte-americano. Que tal ouvirmos o próprio Careqa falar sobre o álbum?

Eu Ovo: De onde veio a idéia de cantar Tom Waits em português?

Carlos Careqa: Comecei cantando Tom Waits em português ainda em Curitiba em 1990.
Em 1999, o Sesc Consolação em São Paulo pediu para eu homenagear alguém do mundo pop, e eu escolhi Tom Waits. Fiz um show com 12 músicas, todas em inglês, e somente uma em português, a canção ‘Time’. Depois repetindo o show percebi que a platéia ficava boiando, em alguns casos, pois as letras têm um conteúdo muito específico. Então decidi trabalhar nas versões.

EO: Como aconteceu a tradução da poesia de Waits para o português?

CC: Eu respeitei a poesia original. Fiz uma tradução literal em alguns casos, noutras eu adaptei para uma situação parecida.

EO: E porque ‘Chocolate Jesus’ virou ‘Guaraná Jesus’?

CC: Bem neste caso, a situação é a quase a mesma. ‘Chocolate Jesus’, como o Tom Waits explica, é um chocolate que é distribuído para as crianças na páscoa, se não me engano. Eu quis fazer do guaraná Jesus, a mesma figura do chocolate.

EO: Então você também já conhecia o famoso refrigerante do maranhão?

CC: Quanto ao guaraná Jesus, claro que conhecia, muito porque sou amigo do Zeca Baleiro e do Celso Borges, dois maranhenses que vivem aqui em São Paulo. Daí achei uma ponte para fazer a versão, já que o assunto era o mesmo e remetia a mesma metáfora com Jesus, o Homem.

EO: E quanto aos arranjos? Quanto você foi fiel aos originais?

CC: Eu me inspirei muito nos originais e fiz algumas adaptações com os músicos da banda. O espírito dos arranjos é o mesmo, pois acho que o Tom Waits compõe pensando nisso.

EO: Como aconteceu a escolha do repertório? Entre as canções de Tom Waits...

CC: Eu fui buscando aquelas que eu mais gostava. E também pensando no público, pois pouca gente conhecia o Tom Waits aqui no Brasil. Agora muita gente acabou pegando carona e está também cantando o repertório dele. Mas quando eu cantava as pessoas nem sabiam quem era Tom Waits. Isso lá em 1990.

EO: Pode-se dizer que ‘Rain Dogs’ é seu álbum favorito do Tom Waits? Por causa da maioria de canções desse álbum...

CC: Sim e não. Este é o álbum mais conhecido Tom Waits mundialmente falando. Eu teria outras canções para colocar no disco, mas optei em prestigiar também a audiência!

EO: Podemos esperar um segundo volume de ‘À Espera de Tom’? Quem sabe como um ‘Tom Chegou’...

CC: Por enquanto não. Só se o Tom Waits participar... Hehehhehe... Quem sabe ele ainda não escuta este tributo que fiz para ele.

EO: Como você vê todos esses downloads de música na internet?

CC: Eu acho bom. Não me queixo não. Só acho que o compositor faz o seu trabalho, ou seja compõe, estuda, grava. O restante é com as outras pessoas, não me pertence mais. Não acho que isto seja um trabalho do músico. É o mesmo raciocínio que tenho para vídeo clipe. Eu não vou produzir um clipe para alimentar a MTV. Se alguém quiser fazer e produzir, eu vou achar ótimo, mas a minha função enquanto músico é compor e apresentar a música. Portanto quando um disco meu aparece para download, eu fico feliz, pois tem alguém que acha importante colocar o disco ali. Mas este não é o meu trabalho.

EO: Obrigado pela atenção e sucesso com seu trabalho!

CC: Obrigado você pelo espaço, e bom ano de 2009.

2008 À Espera de Tom

1. E tudo fica azul (All the word is green)
2. Eu e meu cachorro louco (Rain dogs)
3. Garota de Guarulhos (Jersey girl)
4. Guaraná Jesus (Chocolate Jesus)
5. Num trem de metrô (Downtown train)
6. Inocente quando sonha (Innocent when you dream)
7. Boa noite Matilda (Tom Traubert´s blues)
8. Tempo time (Time)
9. Tentação (Temptation)
10. Pro meu rubi (Ruby’s army)
11. Soldado até o fim (Soldier´s things)
12. Não baixe a cabeça assim (Hang down your head)
13. Não quero crescer (I don´t wanna grow up)
14. Qualquer lugar que eu me encostar (Anywhere I lay my head)

Abaixa aqui no Eu Ovo

Se você quiser ouvir as versões do Tom Waits escute abaixo nesse player. As faixas esrtão na mesma ordem do disco do Careqa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

DON DREE DON DAY DON DON

O som de Márcio Local é um samba-rock da melhor qualidade. Mas ele também canta samba com propriedade e suingue. Sua voz me lembra muito dos tempos de Farofa Carioca com Seu Jorge, mas é nas composições das canções, que Márcio se sobressai. As faixas são todas de autoria de Local, e as letras mostram referências inteligentes a outras obras consagradas ou não. Então curtam o som do grande Márcio Local.

Eu Ovo: Como foi que você começou com a música?

Márcio Local: Você não escolhe a música. Ela te escolhe!

EO: Quais são suas influências?

ML: Bob Marley, Jorge Ben, Fela Kuti, Luis Vagner, Wilson Simonal, Branca de Neve, Bedeu, Serginho Meriti, Black Rio, Carlos Daffé, Roberto Ribeiro, João Nogueira, Paulo César Pinheiro etc.

EO: O que você tem escutado no seu player?

ML: Um disco do Serginho Meriti tocado pela Black Rio de 1970.

EO: Como foi a produção do seu disco? Tem participações especiais? Quais?

ML: Foi uma produção coletiva e o Mário Caldato finalizou tudo em Los Angeles. Participação do DJ Negralha do Rappa.

EO: Como você vê o cenário musical do Rio de Janeiro?

ML: Falido! É horrível pensar nessa condição sabendo que o Rio já foi cenário para o mundo todo! Bem... Sofremos muitos boicotes culturais, mais a falta de interesse do público que ajudou a consolidar o que chamo de ditadura cultural.

EO: Como você vê esse atual compartilhamento de músicas pela internet?

ML: É a forma menos hipócrita que consegui pensar para divulgar esse trabalho que tem um valor cultural.

EO: Você acha que os downloads gratuitos ajudam os novos artistas? E quanto aos artistas consagrados?

ML: Acho que o artista do novo século é empresário e artista, e está sempre procurando uma nova maneira de se divulgar o seu material! Os consagrados estão um pouco presos ao século passado.

EO: Quais são seus planos para o lançamento do CD?

ML: O CD está indo muito bem fora do Brasil. Fechei com uma gravadora nos Estados Unidos (Luaka Bop, de David Byrne). Estou indo lançar o CD por lá, vou tocar em um festival que se chama ‘Global Fest’, onde eu sou o único representante da América do Sul. Esse festival tem grande importância para mim. Depois da tour nos EUA, volto e lanço o disco no Rio e São Paulo!!! Sobre os convidados, surpresa!
Um abraço do Local, e muita luz na nossa jornada!!!!

2008 Samba sem Nenhum Problema

1. Ela não ta nem aí
2. Samba sem nenhum problema
3. Preto luxo
4. Happy end
5. Suingue dominou
6. Represento
7. Sentimento rei
8. Minha rosa
9. Resgate
10. Soul do samba
11. Quem pode pode

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domingo, 7 de dezembro de 2008

NADA DE ERRADO COM ESSA ETNIA

O ETNO é formado por Tiago Freitas, no vocais, Iano Fazio, no baixo, Vitor Fonseca, na guitarra, e Tiago Palma, na bateria.

A banda faz um som pesado com letras inteligentes que misturam várias influências e culturas. Recém lançaram o primeiro disco, intitulado ‘Revolução Silenciosa’.

Saiba um pouco mais sobre essa banda, nessa conversa com Tiago Freitas, vocalista do ETNO.

Eu Ovo: Porque ETNO?

Tiago Freitas: ETNO é um radical grego que remete aos conceitos de povos, culturas e sociedades. No nosso vocabulário cotidiano, por sua vez, quando utilizamos esse termo sempre fazemos referência a algo que é diferente, fora dos padrões ou até mesmo exótico. Esse nome, portanto, já mostra parte de nossa ideologia. Nós acreditamos que as diferenças existem para que possamos melhorar as coisas, pra que possamos construir algo juntos. Os preconceitos existem porque as pessoas têm medo do que é diferente e é exatamente isso que nós desafiamos com a nossa música.

EO: Como vocês se conheceram?

TF: Eu e o baixista Iano Fazio nos conhecemos aos 12 anos de idade na escola no primeiro grau. A gente sempre andou junto desde aquela época, seja pra estudar ou pra jogar bola no recreio. Quando surgiu o interesse pela música não foi diferente, com pouco tempo de prática no instrumento nós já tínhamos uma banda com música própria e tudo mais. A gente se divertia muito tocando, mas não fazíamos muitos shows. Mesmo assim considero que ter começado a atividade musical com uma banda formada por bons amigos me amadureceu muito em diversos pontos. Muitas crianças começam a tocar e só depois de muito tempo conseguem formar uma banda. No caso eu e o Iano começamos a tocar justamente pra ter uma banda.
O ETNO foi o amadurecimento dessa semente musical que plantamos no colégio, no entanto agora nós tínhamos idéias e conteúdo pra falar nas nossas músicas. Eu lembro o primeiro ensaio do ETNO, foi em março de 2002. Nós não sabíamos qual o som que iríamos fazer. A gente só queria fazer algo que fosse intenso e que tivesse uma mensagem interessante e reflexiva pro público. E posso dizer que deu certo, pois com menos de um ano de atividade nós conseguimos ser escalados pra se apresentar no Porão do Rock em 2003 e ganhamos o festival do colégio Objetivo nesse mesmo ano.
Foi um inicio muito empolgante, no entanto algumas divergências musicais e ideológicas começaram a aparecer juntamente com o respeito do público e as oportunidades pra tocar. Em momentos crucias da carreira da banda tivemos que enfrentar mudanças na nossa formação. Hoje sei que essas coisas acontecem com frequência nesse meio. Foi duro abandonar grandes amigos, mas foi assim que tive a oportunidade de conhecer e me tornar parceiro do baterista Tiago Palma e do guitarrista Vitor Fonseca. Eles impulsionaram muito a banda e hoje somos uma família, um quarteto muito integrado.

EO: Quais são as suas influências? O que você ouve em casa?

TF: Bom... Comecei a minha trajetória de atuante na música com o Rock. No começo tive muita influência de Metallica, Pearl Jam, mas sempre ouvi os discos do meu pai que iam de Michael Jackson a Ed Motta. Eu já tive a minha fase de adolescente metaleiro radical e hoje me considero eclético. Ouço muito Lenine e Dave Mathews Band.
Em geral todos da banda já tiveram uma fase mais extrema e hoje como músicos profissionais acabaram agregando novas influências. O baixista, por exemplo, tem uma ligação forte com o Rap e com o Reggae, o baterista já curte uns sons experimentais e algumas bandas mais alternativas e, por fim, o guitarrista possui muita influência do Jazz e da Bossa Nova.

EO: Você se incomoda com futuras comparações com o System of a Down?

TF: De nenhuma maneira. O System of a Down é uma das bandas mais interessante dos últimos tempos. Eles fazem um som intenso cheio de personalidade e misturam musica Ocidental com Oriental e alem disso tudo, possuem muitas letras contestadoras e inteligentes. Hoje falta muita coisa pro Rock nacional. As bandas novas que estão na grande mídia se preocupam mais com o visual que com o conteúdo. Se o ETNO é comparado ao System of a Down vejo isso como um bom sinal.

EO: É você que escreve as letras? O que você costuma ler?

TF: A maioria das letras eu divido a autoria com o baixista Iano Fazio, no entanto o baterista Tiago Palma também da sua contribuição com belíssimos versos. O nosso processo criativo é bem tranqüilo desde que seja produtivo, então quanto mais conteúdo for gerado melhor.
Quanto às leituras, posso dizer que a banda inteira vai bem. Cada um tem suas preferências até mesmo pela formação que tivemos. O Iano, por exemplo é formado em história e costuma ler livros de Sociologia, Antropologia e Literatura. Sempre aparece algo de Eric Hobsbawm ou Clarice Lispector em suas falas. O Tiago Palma tem uma influência muito forte dos quadrinhos norte-americanos e de livros de ficção cientifica. Sei que ele curte muito o trabalho de Frank Miller. Eu sempre tive uma paixão pela poesia, principalmente a do período Romântico e do Modernismo. Castro Alves que fez a obra 'O Navio Negreiro' e Manuel Bandeira são grandes autores na minha opinião. O Vitor é um músico acadêmico, por tanto ele procura muitas leituras sobre áudio e sonorização, mas de uma forma geral todos lêem romances ou quando não tem tempo, um jornal ou uma revista para se manter informado.

EO: Porque letras nos diversos idomas?

TF: Os diversos idiomas ilustram o próprio conceito que a banda tem de agregar as diferenças, algo semelhante ao trabalho que o Manu Chao faz. Pensamos em difundir nossas musicas mundialmente, mas não como uma banda que quer se enquadrar em qualquer cenário, e sim como uma banda que já possui essas diferenças naturalmente.
Além desse motivo ideológico e estético, existe também a história pessoal dos integrantes do grupo. Eu já viajei diversas vezes pra Espanha, EUA, e inclusive tenho parentes fora do país, o baterista morou muito tempo no México, no Panamá e também nos EUA, o baixista morou muito tempo na Espanha quando criança e já visitou países como a Argentina, Costa do Marfim e a República Tcheca. Somos por tanto naturalmente cosmopolitas e isso se reflete em nosso trabalho artístico.

EO: Como você lida com essa blogosfera? Onde os discos saem para download antes mesmo de serem lançados?

TF: A forma com que o mundo se comunica hoje mudou muito. Eu lembro de brincar com os discos do meu pai e do meu espanto com os primeiros videogames que tive. A minha geração viu a internet nascer, viu o surgimento do youtube, google e orkut. Nós ainda não sabemos os efeitos reais dessa verdadeira revolução tecnológica que estamos presenciando, mas de alguma forma como artista e comunicador tenho que estar atento às mudanças e trabalhar para sempre ter a tecnologia ao meu favor. A informação, seja uma noticia, um vídeo ou uma música, não tem mais barreiras físicas, não há mais limites para o seu alcance potencial. A censura feita pelo governo chinês na internet, por exemplo, um dia vai acabar pela impossibilidade de controle total e o mercado da música vai ter que obrigatoriamente se adequar aos novos tempos.

EO: Você vê algum problema com os downloads gratuitos dos discos? Você acha que isso prejudica algum artista que vende bem?

TF: Não vejo problema em que pessoas realizem downloads gratuitos de qualquer conteúdo na internet. É até uma forma de democratizar a cultura, pelo menos entre os que de alguma forma possuem acesso à internet. No caso do mercado musical, o disco físico é apenas mais um dos produtos gerados pelos artistas, que podem ser desde um vídeo, uma imagem, uma roupa, uma música ou até mesmo tudo junto de uma vez só. O importante é que o artista tenha o seu trabalho divulgado e que ele consiga por meio de seus produtos conquistar um público fiel. O artista que possui um público formado consegue ter o seu trabalho remunerado de forma digna. Quem vende bem hoje, vai continuar recebendo bem porque as pessoas procuram esse artista naturalmente. O público de um artista sempre quer ter a oportunidade de ver ou ouvir o trabalho que aprecia. Espero que o ETNO consiga se atualizar constantemente pra formar o seu público fiel e ser bem sucedido no mundo artístico.

2008 Revolução Silenciosa

1. Siglos
2. A mesma dor
3. Equilibrio
4. Revolução silenciosa
5. Mito
6. Recall
7. Guerra sem fim
8. Moi et le monde

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domingo, 30 de novembro de 2008

ORIGINAL EDDIE STYLE

Olá, sou o Fábio da Banda Eddie e estamos com um novo CD pronto e divulgando nos blogs, se interessar postar no "ovo" o link para pega-lo é este:
Obrigado pela atenção!!!

Que bom Fábio,
já tinha visto o link do disco de vocês no orkut e no novo Som Barato.
Que bom (eu também quis dizer) que existem bandas como o Eddie que acreditam que a divulgação pela internet é a melhor estratégia de marketing.
Muito melhor que aparecer no 'Domingão'.
Que tal uma entrevista para o blogui?

Eu Ovo: Vocês lançaram duas músicas naquela coletânia 'Brasil Compacto'. 'Falta do sol' e 'Quando a maré encher'. Porque demoraram tanto tempo pra lançar o primeiro disco?

Fábio Trummer: O Brasil compacto foi nosso primeiro registro em CD, na época a ‘Rock it’, selo que lançou o CD não quis contratar a banda e dai fomos atrás de gravadora até que rolou a ‘Roadrunner’ com quem gravamos o ‘Sonic Mambo’, nosso primeiro trabalho lançado oficialmente, dois anos depois do ‘Brasil Compacto’ em 98.

EO: Porque vocês lançaram 'Falta do sol' apenas no disco 'Original Olinda Style', de 2003? Quase 10 anos depois...

FT: Quando gravamos o ‘Sonic Mambo’ não queríamos regravar as musicas do ‘Brasil Compacto’, no ‘Original Olinda Style’ gravamos ‘Falta de sol’ por ter muito haver com o assunto titulo do CD que era Olinda.

EO: Porque vocês demoraram mais ainda para gravar 'Quando a maré encher'?

FT: ‘Quando a maré encher’ nos gravamos no ‘Metropolitano’ pra aproveitar o gancho da mídia, por ter sido gravada por Cássia Eller e Nação Zumbi, e tem até banda de axé que canta essa música. Sabíamos que seria uma maneira que iriam usar pra mapear o que era o Eddie, como de fato aconteceu, 90% das matérias sobre o ‘Metropolitano’ falaram disto e ganhamos algum destaque em algumas publicações por conta do fato. Adoro a versão da Nação Zumbi. A nossa versão é igual a de quando compomos a musica lá pelos anos 94/93 época das demos que gravamos, foram duas K7s diferentes naqueles tempos.

EO: Suas canções ficam muito diferentes na voz de outros interpretes. Como é o caso de 'Quando a maré encher' e até 'Ontem eu sambei' na voz do Wado. O que você acha disso?

FT: Verdade. As nossas músicas ficam diferentes com outras pessoas, acho que é por que usamos um sistema de acordes e harmonias que não é convencional. Não seguimos algumas regras da música acadêmica e isso faz com que tenhamos uma sonoridade própria, difícil de fazer igual.
EO: Considerando que o período entre um disco e outro da banda diminuiu... Podemos esperar um novo disco do Eddie para 2010?

FT: Não sei bem o que vai acontecer com o Eddie, quais serão nossas agendas, quero dar atenção ao exterior novamente. Já que este ano paramos pra gravar, quero fazer um trabalho meu também e gravar um trabalho interpretando frevos com o Eddie, mas devemos ter coisas novas no máximo em 2010.

EO: Qual é a formação atual da banda? Porque a formação original já era, né?

FT: A formação atual é a seguinte; Rob e Kiko Meira, baixo e bateria (entraram na banda em 2000), Alexandre Urêa na percursão (2002), Andret no teclado e trompete (2004). A formação original da banda se desfez, pois éramos estudantes e algumas pessoas não assumiram a música como profissão e seguiram carreiras acadêmicas etc. Outros não tinham disciplina para o trabalho, outros desistiram de tocar os instrumentos que tocavam na banda, outros ainda por diferenças musicais, mas algumas são parceiras até hoje, como a Karina Buhr que canta no ‘Carnaval no Inferno’ e ‘Original Olinda Style’ e Erasto Vasconcelos, Roger Mam e Berna Vieira que produziram comigo parte do ‘Metropolitano’ e ‘Carnaval no Inferno’.

EO: Já entendi que vocês (Eddie) acreditam que a divulgação na internet (download gratuito) ajuda o artista, muito mais que atrapalha... Como você lida com isso? Acha importante essa movimentação de bloguis, torrents, p2p etc?

FT: Acho super importante, as pessoas só têm um ângulo de visão do “mercado da musica" que é através das gravadoras e que até ficam cegas pra ver a música que não faz parte desta indústria no Brasil e fora. Eu particularmente acho que a musica tem que andar por ai, e quanto mais maneiras de espalhar melhor. Enquanto a venda de CDs, que é importante pra gente, ela continua. Quanto mais gente conhece o nosso som, mais CDs e SMDs são vendidos.

EO: Porque lançaram o disco no final de 2008? Ao invés do início de 2009...

FT: O final de 2008 é início de verão e é a melhor época para trabalhar. Não vejo porque esperar se o trabalho está pronto. Do ponto de vista do desenvolvimento do grupo é um atraso de vida esperar com trabalho novo pronto nas mãos, e alem do mais, nossos lançamentos são a médio e longo prazo. Shows do lançamento acho que só depois do Carnaval.

EO: Como foi a produção desse disco? Quem participou do disco? Em que canções?

FT: Este foi o trabalho que mais me envolvi, e sempre estive a frente das gravações e gerenciamentos dos nossos CDs, mais este até na parte das composições foi mais solitário, tivemos algumas participações, Junio Barreto (‘Quase não sobra nada’), Erasto Vasconcelos (‘Metrodux’ e ‘O baile Betinha’), João Carlos (fez os violoncelos do CD), Curumim (bateria em ‘Bairro Novo’ e ‘Gafieira no Avenida’), Karina Buhr (‘Bairro Novo’, ‘O baile Betinha’, ‘Eu tô cansado dessa merda’). Mas a idéia era fazer com a banda mesmo, para preservar nossa energia ao vivo. Estamos numa boa fase com uma formação já há algum tempo tocando juntos. Fiz quase tudo, da parte burocrática, musical e financeira, gravamos tudo por nossa conta e sempre é bom saber de tudo que acontece pra musica chegar em formato CD nas lojas e nos ouvidos.

EO: ‘Carnaval no Inferno’? Não acha um nome muito forte e pessimista? Engraçado que há uma música no último disco do Nação Zumbi, onde o Du Peixe canta “Inferno” no refrão...

FT: Para um cristão pode parecer pessimista, o "inferno" do nome, mas ele é carregado de simbologia para o bem e para o mal. De certa forma algumas musicas do trabalho refletem uma realidade dura, outras sentimentos introspectivos, mas queríamos usar o contraditório, o “inferno” também pode ser entendido como na expressão "o show é infernal" ou "este samba é dos inferno".

EO: Quais são algumas influências que estão no disco novo?

FT: Academia da Berlinda, Beirut, Siba e Fuloresta do Samba, The Smiths, Canhoto da Paraiba e Cartola, Chavela Vargas, David Bowie... Estas são algumas coisas que andei ouvindo na época que estava gravando.

EO: Então é isso... Acho que ficamos todos satisfeitos com as respostas e também com o CD. Ouvi o disco com carinho e achei muito bom. Espero mesmo que o Eddie lance mais discos, com cada vez menos tempo entre um e outro.
Grande abraço.

FT: Falou. Espero fazer novos trabalhos o quanto antes. Obrigado por tudo. Estou por aqui, qualquer coisa, manda...
Abraço grande!!!

2008 Carnaval no Inferno

1. Bairro Novo/ Casa caiada
2. O baile Betinha
3. Quase não sobra nada
4. Carnaval no inferno
5. Metrodux
6. Nada de novo
7. Desequilibrio
8. Eu tô cansado dessa merda
9. Dessa vez foi demais

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1995 Brasil Compacto

1. Falta do sol
2. Quando a maré encher

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domingo, 23 de novembro de 2008

O VERDE DO MAR NO SOM DA LUCIANA

Luciana Oliveira é brasiliense e lançou um disco simples e gostoso de ouvir. O disco começa com a moderna ‘A ordem é samba’, com um arranjo intimista. Em seguida você tem a chance de ouvir ‘Danda Luanda’, que prepara uma cama com elementos africanos, jazz e scratches.

A partir daí você é levado numa viagem através do som da Luciana. Novamente elementos africanos, muita poesia e samba-reggae pontuam o trabalho dessa jovem artista. Destaque especial para ‘O verde do mar de Angola’ do Alexandre do Natiruts, que ficou maravilhosa na voz da Luciana. Ela também canta com a banda Natiruts, juntamente com o autor daquela canção.

Então entrem, leiam e ouçam o som da Luciana Oliveira.

Eu Ovo: Como surgiu sua paixão pela música? E como você começou?

Luciana Oliveira: Aos 6 anos de idade eu compus minha primeira música. Acho que por ser muito tímida, usava a música como uma válvula de escape. Lembro de um caderninho de composições que escrevi aos 11 anos e até tinham umas coisas legais (risos).
Eu tenho alguns primos músicos e que também seguiram carreira musical, o Alexandre do ‘Natiruts’ e o Marcelo Mira, e sempre nos reuníamos nas festinhas de família pra tocar violão e cantar. Acho que foi a partir daí que comecei a me envolver mais com a música.
Na escola eu também cantava nessas rodinhas e aí surgiu o convite pra entrar numa banda de reggae e ska chamada ‘Mal de Família’. Eu fiquei na banda durante cinco anos , até que engravidei , dei uma paradinha e depois tava a fim de me dedicar a um trabalho solo, mais de MPB.
Formei uma banda e me apresentei em bares e casas noturnas de Brasília. Nesse mesmo período comecei a descobrir o universo da música afro-brasileira, me encantei e montei um espetáculo cênico musical chamado ‘Cântico Negro’. A partir daí eu fui me influenciando cada vez mais por esse universo e mais outros. Participei de vários discos de rap, gravei chorinhos e um disco em 2005 intitulado ‘Tesselas’, no qual fui convidada pelo compositor Douglas Umberto.

EO: Como foi o processo de seleção das faixas do seu disco? Esse é o primeiro disco que você gravou? De quem são as composições?

LO: O processo de seleção durou uns três anos. Foram vários encontros com o João Ferreira que produziu o disco, e com vários compositores. Algumas músicas eu busquei, fui na casa do compositor, ouvi, escolhi, outras me chegaram por acaso. ‘Tecnococo’ acho que é a mais antiga. O Nelson me mostrou há uns 5 anos atrás, e eu guardei. 'O verde do mar de Angola’, eu ouvi o Alexandre (Natiruts) cantando um dia na Van, quando voltávamos de um show e foi paixão a primeira vista. ‘Dez pras três’ o Wilson Bebel compôs e me ligou de madrugada pra dizer que tinha uma música que era a minha cara. No dia seguinte eu ouvi e adorei.
As minhas composições foram feitas especialmente para o disco. Eu mostrei pro João e ele me incentivou a gravá-las. Nesse período em que estávamos concebendo o disco, usamos os shows também para experimentar as músicas. Como eu queria explorar essas misturas do orgânico com o eletrônico, experimentamos muita coisa nos shows, nos ensaios, para encontrar a medida certa.
Eu considero esse o meu primeiro disco pelo fato de ser um trabalho que tem minha cara, acho que é uma síntese do que venho trabalhando há alguns anos. Mas antes desse disco eu gravei o ‘Tesselas’, que saiu com meu nome, mas foi um convite do compositor Douglas Umberto. Ele gostou da minha voz e me convidou para cantar as músicas dele em parceria com Luís Graciliano. Mas vejo o ‘Tesselas’ mais como um projeto, embora tenha me envolvido muito com o disco.

EO: Quem toca com você no disco? E nos shows?

LO: No disco teve participação de grandes músicos de Brasília e de outros lugares. O João tocou violão em todas as faixas. O Leander Mota tocou bateria e percussão em todas as faixas também. Teve o Bororó que é um baixista lendário, já tocou com todas as pérolas da MPB e enriqueceu muito o disco com a sua participação e o DJ A que ficou por conta de todos os scrathes, efeitos e programações do disco.
Além desses tem a participação do Ribah Nascimento na guitarra, Fernando César no violão de 7 cordas, Rafael dos Anjos no violão, Pedro Vasconcelos no cavaquinho, Fernando Machado na clarineta, Pablo Fagundes na gaita, Beto Pizzulin, Alexandre Herrera e André Mitsuoka nos metais, Ana Reis e Paulo Santos nos backings vocais, o próprio Alexandre que tocou o violão no ‘Verde do mar de Angola’ e Jair Dupret, cantor caboverdeano que dividiu os vocais do ‘Verde do mar’ comigo.
Nos shows participam o João Ferreira que também faz a direção musical do show, Anderson Santos no baixo, Marcos Moraes, no violão e guitarra solo, Leander Mota na bateria, George Lacerda na percussão, Ana Reis e Nãnan nos backing e DJ A nas pickups.

EO: Quais são suas influências? O que você ouve em casa?

LO: As minhas influências vem muito da música brasileira, africana, jamaicana e música negra estadunidense. Coisas como Clara Nunes, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Moacir Santos, Maria Betânia, Bob Marley, Femi Kuti, Oumou Sangaré, Erikah Badu, Chico Science, Orishas, Linton Kwesi Jhonson, Nei Lopes, Ali farka Touré, Bebel Gilberto, João Donato, Elza Soares, João Bosco, Jorge Benjor, música de terreiro e por aí vai. Ultimamente tenho ouvido Lura, NNeka, Fino Coletivo, Ayo, Mayra Andrade, Martinália etc.

EO: Como você vê a cena musical daqui de Brasília?

LO: Embora eu esteja viajando por vários lugares com o Natiruts, acho difícil comparar a cena daqui com a de outros lugares, por que essas coisas tem que ser vivenciadas no dia a dia pra sentir. Mas acho que a cena aqui está crescendo, tem muitos músicos e muitas bandas, mas ainda sinto falta de lugares que ofereçam boa estrutura e que valorizem de fato o artista local.
Sempre quando a gente faz show fora, as vezes você vai numa cidade do interior e lá tem uma casa de show super bacana, com boa estrutura e acho que aqui faltam esses espaços. Você tem a opção de teatro, de montar uma estrutura ao ar livre ou de bares muito pequenos. Acho que falta o meio termo disso.
Mas por outro lado Brasília tem esse clima de cidade de interior onde todo mundo se conhece e isso é muito bacana também. As bandas e os artistas estão com uma estrutura melhor. O surgimento de várias produtoras, muitas delas formadas pelos próprios artistas tem contribuído para isso. E acho que com isso e com o advento da internet a conexão com artistas e produtores de outros lugares está mais fortalecida. Mas por outro lado temos um mercado com muita oferta e poucas opções ainda.

EO: Quais são os planos para o futuro? Na sua carreira...

LO: Tenho planos de fazer mais alguns shows por aqui e sair de Brasília por um tempo. Aqui tem um mercado que é meio circular e se você quer se projetar tem que dar uma volta por aí. Além disso acho que como experiência de vida isso é enriquecedor. Tenho vontade de tocar com uma galera diferente, respirar outros ares. Acho importante!

EO: Você baixa discos pela internet?

LO: Sim. Mas ainda compro discos também. Tenho um apego com o encarte, com as informações técnicas, além do que acho que o cuidado com o disco que você compra é maior, embora considere os preços muito altos.

EO: Te incomoda ver seu disco para download?

LO: Acho que música tem que circular, tem que chegar nas pessoas e a internet contribuiu para essa democratização. Mas acho que deve se ter o cuidado de não banalizar. As vezes o excesso de informação torna as coisas muito superficiais.
As pessoas tem acesso a tanta coisa que não se aprofundam em nada. Mas não me incomodo em ver meu disco para download, embora acredite que isso é apenas uma parte da obra. Mas por outro lado permite que a minha música chegue em lugares que talvez eu nunca imaginasse. Como num passe de mágica!!!

2008 Luciana Oliveira

1. A ordem é samba
2. Danda Luanda
3. Ê menina
4. Dez para as três
5. Marujá
6. Rainha das águas
7. Tecnococo
8. Mariá sereia
9. O verde do mar de Angola
10. Pra quem se sabe
11. Mãe das flores

Abaixa aui no Eu Ovo

domingo, 16 de novembro de 2008

O FILHOS DO PAI SÃO OS FILHOS DO PAI

Fela Kuti deixou um grande legado para a música, além da sua obra, mas também na figura de seus filhos.

Femi Kuti, nascido em 1962, foi o primeiro a iniciar carreira solo, quando o pai ainda estava vivo. Antes ele tocou muitos anos na banda do pai, Egypt 80. O primeiro disco foi em 1989, No Cause for Alarm, seguido por MYOB em 1991 e Femi Kuti em 1995.

Até essa época, o pai, Fela, era vivo e seguia tocando com a Egypt 80. Por isso Femi criou a própria banda, The Positive Force, com quem gravou os próximos discos, Shoki Shoki (1998), Fight to Win (2001) e Africa Shrine (2004).

Femi busca um som mais moderno para sua música. Ele ainda toca o afrobeat eternizado pelo pai, mas mistura novos elementos nesse caldeirão. O som dele tem acid-jazz, eletrônico e até reggae.

Recentemente Femi lançou várias coletânias de sua obra, e também participou da trilha sonora do game Grand Thief Auto IV, e da coletânia organizada por Brett Dennen, Hope for the Hopeless. Lançou novo álbum este ano após mais de sete anos sem gravar canções inéditas, Day by Day (para quem quiser a capa em alta resolução - é só clicar na capa do ábum - pois no arquivo rar só tem como referência).

O filho caçula de Fela também se aproximou da música do pai. Seun Kuti nasceu em 1981 e começou a tocar na banda do pai, Egypt 80, quando tinha oito anos. Após a morte do pai, em 1997, em decorrência de complicações com a AIDS, o jovem Seun assumiu a banda.

Seun preferiu seguir a linha tradicional do afrobeat disseminado por seu pai. Ele lançou um compacto em 2007, Think Africa, com faixas que fariam parte do seu novo disco, que ficou pronto e foi lançado este ano, Many Things.

Então ouçam, vejan e sintam o som dos filhos do pai, Fela Kuti. Femi Kuti e Seun Kuti arrebentam no afrobeat e seguem os passos do pai.

Seun Kuti
2008 Many Things (& Egypt 80)

1. Think Africa
2. Don't give that shit to me
3. Many things
4. Fire dance
5. Mosquito song
6. Na oil
7. African problems

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2007 Think Africa EP (& Egypt 80)

1. Think Africa
2. Think Africa (Radio edit)
3. Think Africa (Bonus beats)
4. Na oil
5. Na oil (Radio edit)
6. Na oil (Bonus beats)

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Femi Kuti
2008 Day by Day

1. Oyimbo
2. Eh oh
3. Day by day
4. Demo crazy
5. Do you know
6. You better ask yourself
7. One two
8. Tell me
9. They will run
10. Tension grip Africa
11. Dem funny
12. Lets make history
13. Inside religion

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2004 Africa Shrine (& The Positive Force)

1. Intro
2. Dem bobo
3. Oyimbo
4. I wanna be free
5. If them want to hear
6. Eho
7. 1, 2, 3, 4
8. Yeparipa
9. Can't buy me
10. Bring me the man now
11. '97
12. Intro Shotan
13. Shotan
14. Water no get enemy

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2001 Fight to Win (& The Positive Force)

1. Do your best
2. Walk on the right side
3. Traitors of Africa
4. Tension grip Nigeria
5. '97
6. Fight to win
7. Stop AIDS
8. Eko Lagos
9. Alkebu-lan (Cradle of civilization)
10. One day someday
11. Choice Is yours
12. Missing link

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1998 Shoki Shoki (& The Positive Force)

1. Truth don die
2. Beng beng beng
3. What will tomarrow bring
4. Victim of life
5. Blackman know yourself
6. Look around
7. Sorry sorry
8. Eregele

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1995 Femi Kuti

1. Wonder wonder
2. Survival
3. Frustrations
4. Intro Nawa
5. Nawa
6. Plenty nonsense
7. Stubborn problems
8. No shame
9. Live for today
10. Changes

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1991 MYOB (& The Positive Force)

1. M.y.o.b. (Mind your own business)
2. I know why
3. Master plan
4. Armed robbers
5. T.o.t. (Theory of togetherness)
6. August fool

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domingo, 9 de novembro de 2008

A BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM OUVE!

Amadou Bagayoko é guitarrista e cantor nascido em Bamako, Mali. Mariam Doumbia é cantora e nascida no mesmo lugar. Os dois formam o casal fusion do som africano de Mali.

Amadou tocava com Les Ambassadeurs du Hotel, mas em 1980 se casou com Mariam e formou o duo de sucesso que continua gravando discos até hoje. Uma coisa a mais sobre eles, que pouco importa, já que a beleza está nos olhos de quem ouve o som do casal cego que veio de Mali.

Lançaram um disco este ano, que não fácil encontrar na internet – quem achar favor colar os links nos comentários – ‘Welcome to Mali’. Assim como o primeiro disco da dupla, ‘Se te Djon ye’ (1998).

‘Dimanche à Bamako’ foi lançado em 2005, com produção e participação de Manu Chao. É um disco com uma sonoridade bem pop. Antes a dupla fazia fusion com os ritmos africanos e tinham um som mais cru – menos tratado. ‘Wati’ (2003), ‘Tjé ni Mousso’ (2000) e ‘Sou ni Tile’ (1999) são dessa fase.

2005 Dimanche à Bamako

1. M' Bife
2. M' Bife Balafon
3. Coulibaly
4. La Realite
5. Senegal Fast Food
6. Artistiya
7. La Fete au Village
8. Camions Sauvages
9. Beaux Dimanches
10. La Paix
11. Djanfa
12. Taxi Bamako
13. Politic Amagni
14. Gnidjougouya
15. M' Bife Blues

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2003 Wati

1. Walide (The Girl I Have)
2. Les Temps Ont Change (Times Have Changed)
3. Baroni (Chatting)
4. Sarama (The Charmer)
5. Dougou Massa (Head Of The Village)
6. Chauffeurs (Drivers)
7. Mali Denou (Children Of Mali)
8. Lahilala (There Are No Gods Other Than God)
9. Ilbiwa (The Moors)
10. Barika (Tribute)
11. Fana (The Telltale)
12. Poulo (The Peul People)

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2000 Tjé ni Mousso

1. Chantez-Chantez
2. Djagneba
3. Dans Ce Monde Trouble
4. Si Ni Keneya
5. C'Est Comme Ca
6. Laban
7. Beki Miri
8. Bali Maou
9. Si Ni Kan
10. Dek I Lalane
11. Be'smi Lah
12. Mianga Titi
13. Fantani
14. Ko Be Na Touma Do
15. Nangaraba

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1999 Sou ni Tile

1. Je Pense A Toi
2. Combattants
3. Mouna
4. Pauvre Type
5. Dogons
6. Baara
7. Dounia
8. A Radio Mogo
9. Djandjola
10. On Se Donne La Main
11. Mon Amour, Ma Cherie
12. A Chacun Son Probleme
13. Teree La Sebin
14. Toubala Kono
15. C'est La Vie

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sábado, 1 de novembro de 2008

PARA SEMPRE É SEMPRE POR UM TRIZ

Se você já ouviu o disco novo da Virgínia Rodrigues você sabe a delicadeza que ficou a versão dela para a canção do Chico Buarque e Edu Lobo, Beatriz.

O disco todo é sensacional – mas não pode ser postado aqui no blogui porque é da gravadora Biscoito Fino. Mas o disco é de uma simpicidade maravilhosa. Tem a voz doce e suave de Virgínia, com o piano minimalista de Cristovão Bastos. Os arranjos são epifanias... Onde a cantora deixou um pouco de lado todos arranjos afros que permearam seus trabalhos até agora.

Enfim, se você quiser ouvir Beatriz, ouça ai do lado na Rádio do blogui. Quando ao disco novo da Virgínia Rodrigues, compre pelo site da Biscoito Fino, custa na faixa de R$ 30 reais. Ou então busque na internet, porque o disco já está disponivel para download. Só não posso dizer onde... Também não vou entregar o ouro... A capa é essa aí... Pelo menos em alta resolução.

Quantos aos três primeiros discos da carreira dessa baiana, descoberta por Caetano Veloso, estão aqui para download. O baiano ilustre também produziu e gravou a cantora pela Natasha Records, gravadora que administra, nessas três obras.

Por isso valeu Caetano! Por ter descoberto e lançado essa pérola maravilhosa que é Virgínia Rodrigues. Comentem a vontade!

1999 Sol Negro

1. Verônica
3. Negrume da noite
4. Lua lua lua lua
5. Adeus batucada
6. Nobreza
7. Sol negro
8. Terra seca
9. Manhã de carnaval
10. I wanna be ready
11. Querubim
12. Israfel

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2000 Nós

1. Canto para Exu
2. Uma história de Ifá
3. Salvador não inerte
4. Afrekêtê
5. Jeito faceiro
6. Depois que o Ilê passar/ Ilê é ímpar
7. Ojú Obá
8. Raça negra
9. Deus do fogo e da justiça/ Deusa do ébano
10. Malê de Balê
11. Mimar você
12. Reino de Daomé

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2003 Mares Profundos

1. Canto de pedra-preta
2. Tristeza e solidão
3. Bocoche
4. Tempo de amor
5. Canto de Iemanjá
6. Labareda
7. Canto de Xangô
8. Canto de Ossanha
9. Lapinha
10. Consololação
11. Berimbau
12. Lamento de Exu

sábado, 25 de outubro de 2008

FANFARRA CIGANA DO LESTE EUROPEU

Boban Markovic foi o solista da Balkan Brass Band por 17 anos, antes de montar sua própria orquestra.

No final dos anos 90, Boban começou a lançar os discos de sua orquestra e foi com ela que ele participou da filmagem de Underground de Emir Kusturica.

Atualmente o talentoso filho de Boban, Marko passou a integrar a orquestra do pai. A partir daí o nome da orquestra passou a ser Boban I Marko Orkestar.

2008 Go Marko Go! (Brass Madness)

1. Romano bijav (Romany wedding)
2. Pijem (Me mangava) (I'm drinking)
3. Sina Nari
4. Evo Je mlada! (Here comes the bride)
5. Cig (Avalanche)
6. Dzumbus funk
7. Latino cocek
8. Bori
9. Atlantis
10. Dunje
11. Go Marko go!
12. Igraj devojko (Dance girl dance)
13. Bubamara/ Ne kuni ne/ kalasnijikov

Abaixa aqui no Eu Ovo a Parte 1
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2006 The Promise (The King of Balkan Brass)

1. Latino
2. Ajde, ajde Fato
3. Sunce sjajno
4. Papigko
5. Paun
6. Meksikanka
7. Noc je
8. Vegas cocek
9. Voz
10. Erolka
11. Beli dvor
12. Odlazak u noc
13. Hansko svitanje
14. Obecanje (A promise)

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Abaixa aqui no Eu Ovo a Parte 2

2003 Boban I Marko (Balkan Brass Fest)

1. Balkan fest
2. Southern comfort
3. Sat
4. Mundo cocek
5. Od Srca
6. Povratak u han
7. Sanja samba
8. Mere yaara dildara
9. Magija
10. Bugarcica
11. Bobani I Marko
12. Bratski cocek
13. Biseri srbije (Part 1)
14. Biseri srbije (Part 2)

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2002 Live in Belgrade

1. Otpisani
2. Hava naguila
3. Zajdi zajdi
4. Vodopad
5. Mesecina
6. Ring ring
7. Disco dzumbus
8. Intro/ cororo/ Branjski cicek/ Nikolin cocek
9. Ederlezi

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2002 Bistra Reka

1. Grom cocek
2. Otpisani
3. Povetarac
4. Lekovito kolo
5. Gorke suze
6. Vodopad
7. Roditeljska sreca
8. T.T.
9. Bistra reka
10. Pcelica
11. Cocek
12. Rindzi
13. Ljubavni jadi
14. Bolujem ja

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2000 Millenium

1. Disko/ Dzumbus
2. Zajkova igra
3. Vlasinski zvuci
4. Ciganski cocek
5. Hani sasa
6. Kalimanka kolo
7. Radetov cocek
8. Ring ring
9. Millennium
10. Igra Andela
11. Zaidi
12. Oj borije

Abaixa aqui no Eu Ovo

2000 Srce Cigansko (Heart of Gypsy)

1. Crni voz
2. Zvonce kolo
3. Momina igra
4. Prekodolska nasta
5. Markov cocek
6. Svekrvinov kolo
7. Igra cigana
8. Karamicko oro
9. Vlasinka
10. Bobanov cocek
11. Fono cocek

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1998 Zlatna Truba (Golden Trumpet)

1. Majstorski cocek
2. Svi za han
3. Leskovacki bum
4. Ciganske tuga
5. Svadbarska igra
6. Gucino kolo
7. Bobanov cocek
8. Mladino kol
9. Rumba
10. Izvorski biseri
11. Setnja
12. Za beograd

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1997 Hani Rumba (Gypy Serbia)

1. Hani rumba
2. Devojacka igra
3. Leskovacki sa
4. Prekodolka
5. Lidijina igra
6. Bucino kolo
7. Oj javore splet
8. Stakato
9. Surdulicki sa
10. Setnja

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