domingo, 30 de novembro de 2008

ORIGINAL EDDIE STYLE

Olá, sou o Fábio da Banda Eddie e estamos com um novo CD pronto e divulgando nos blogs, se interessar postar no "ovo" o link para pega-lo é este:
Obrigado pela atenção!!!

Que bom Fábio,
já tinha visto o link do disco de vocês no orkut e no novo Som Barato.
Que bom (eu também quis dizer) que existem bandas como o Eddie que acreditam que a divulgação pela internet é a melhor estratégia de marketing.
Muito melhor que aparecer no 'Domingão'.
Que tal uma entrevista para o blogui?

Eu Ovo: Vocês lançaram duas músicas naquela coletânia 'Brasil Compacto'. 'Falta do sol' e 'Quando a maré encher'. Porque demoraram tanto tempo pra lançar o primeiro disco?

Fábio Trummer: O Brasil compacto foi nosso primeiro registro em CD, na época a ‘Rock it’, selo que lançou o CD não quis contratar a banda e dai fomos atrás de gravadora até que rolou a ‘Roadrunner’ com quem gravamos o ‘Sonic Mambo’, nosso primeiro trabalho lançado oficialmente, dois anos depois do ‘Brasil Compacto’ em 98.

EO: Porque vocês lançaram 'Falta do sol' apenas no disco 'Original Olinda Style', de 2003? Quase 10 anos depois...

FT: Quando gravamos o ‘Sonic Mambo’ não queríamos regravar as musicas do ‘Brasil Compacto’, no ‘Original Olinda Style’ gravamos ‘Falta de sol’ por ter muito haver com o assunto titulo do CD que era Olinda.

EO: Porque vocês demoraram mais ainda para gravar 'Quando a maré encher'?

FT: ‘Quando a maré encher’ nos gravamos no ‘Metropolitano’ pra aproveitar o gancho da mídia, por ter sido gravada por Cássia Eller e Nação Zumbi, e tem até banda de axé que canta essa música. Sabíamos que seria uma maneira que iriam usar pra mapear o que era o Eddie, como de fato aconteceu, 90% das matérias sobre o ‘Metropolitano’ falaram disto e ganhamos algum destaque em algumas publicações por conta do fato. Adoro a versão da Nação Zumbi. A nossa versão é igual a de quando compomos a musica lá pelos anos 94/93 época das demos que gravamos, foram duas K7s diferentes naqueles tempos.

EO: Suas canções ficam muito diferentes na voz de outros interpretes. Como é o caso de 'Quando a maré encher' e até 'Ontem eu sambei' na voz do Wado. O que você acha disso?

FT: Verdade. As nossas músicas ficam diferentes com outras pessoas, acho que é por que usamos um sistema de acordes e harmonias que não é convencional. Não seguimos algumas regras da música acadêmica e isso faz com que tenhamos uma sonoridade própria, difícil de fazer igual.
EO: Considerando que o período entre um disco e outro da banda diminuiu... Podemos esperar um novo disco do Eddie para 2010?

FT: Não sei bem o que vai acontecer com o Eddie, quais serão nossas agendas, quero dar atenção ao exterior novamente. Já que este ano paramos pra gravar, quero fazer um trabalho meu também e gravar um trabalho interpretando frevos com o Eddie, mas devemos ter coisas novas no máximo em 2010.

EO: Qual é a formação atual da banda? Porque a formação original já era, né?

FT: A formação atual é a seguinte; Rob e Kiko Meira, baixo e bateria (entraram na banda em 2000), Alexandre Urêa na percursão (2002), Andret no teclado e trompete (2004). A formação original da banda se desfez, pois éramos estudantes e algumas pessoas não assumiram a música como profissão e seguiram carreiras acadêmicas etc. Outros não tinham disciplina para o trabalho, outros desistiram de tocar os instrumentos que tocavam na banda, outros ainda por diferenças musicais, mas algumas são parceiras até hoje, como a Karina Buhr que canta no ‘Carnaval no Inferno’ e ‘Original Olinda Style’ e Erasto Vasconcelos, Roger Mam e Berna Vieira que produziram comigo parte do ‘Metropolitano’ e ‘Carnaval no Inferno’.

EO: Já entendi que vocês (Eddie) acreditam que a divulgação na internet (download gratuito) ajuda o artista, muito mais que atrapalha... Como você lida com isso? Acha importante essa movimentação de bloguis, torrents, p2p etc?

FT: Acho super importante, as pessoas só têm um ângulo de visão do “mercado da musica" que é através das gravadoras e que até ficam cegas pra ver a música que não faz parte desta indústria no Brasil e fora. Eu particularmente acho que a musica tem que andar por ai, e quanto mais maneiras de espalhar melhor. Enquanto a venda de CDs, que é importante pra gente, ela continua. Quanto mais gente conhece o nosso som, mais CDs e SMDs são vendidos.

EO: Porque lançaram o disco no final de 2008? Ao invés do início de 2009...

FT: O final de 2008 é início de verão e é a melhor época para trabalhar. Não vejo porque esperar se o trabalho está pronto. Do ponto de vista do desenvolvimento do grupo é um atraso de vida esperar com trabalho novo pronto nas mãos, e alem do mais, nossos lançamentos são a médio e longo prazo. Shows do lançamento acho que só depois do Carnaval.

EO: Como foi a produção desse disco? Quem participou do disco? Em que canções?

FT: Este foi o trabalho que mais me envolvi, e sempre estive a frente das gravações e gerenciamentos dos nossos CDs, mais este até na parte das composições foi mais solitário, tivemos algumas participações, Junio Barreto (‘Quase não sobra nada’), Erasto Vasconcelos (‘Metrodux’ e ‘O baile Betinha’), João Carlos (fez os violoncelos do CD), Curumim (bateria em ‘Bairro Novo’ e ‘Gafieira no Avenida’), Karina Buhr (‘Bairro Novo’, ‘O baile Betinha’, ‘Eu tô cansado dessa merda’). Mas a idéia era fazer com a banda mesmo, para preservar nossa energia ao vivo. Estamos numa boa fase com uma formação já há algum tempo tocando juntos. Fiz quase tudo, da parte burocrática, musical e financeira, gravamos tudo por nossa conta e sempre é bom saber de tudo que acontece pra musica chegar em formato CD nas lojas e nos ouvidos.

EO: ‘Carnaval no Inferno’? Não acha um nome muito forte e pessimista? Engraçado que há uma música no último disco do Nação Zumbi, onde o Du Peixe canta “Inferno” no refrão...

FT: Para um cristão pode parecer pessimista, o "inferno" do nome, mas ele é carregado de simbologia para o bem e para o mal. De certa forma algumas musicas do trabalho refletem uma realidade dura, outras sentimentos introspectivos, mas queríamos usar o contraditório, o “inferno” também pode ser entendido como na expressão "o show é infernal" ou "este samba é dos inferno".

EO: Quais são algumas influências que estão no disco novo?

FT: Academia da Berlinda, Beirut, Siba e Fuloresta do Samba, The Smiths, Canhoto da Paraiba e Cartola, Chavela Vargas, David Bowie... Estas são algumas coisas que andei ouvindo na época que estava gravando.

EO: Então é isso... Acho que ficamos todos satisfeitos com as respostas e também com o CD. Ouvi o disco com carinho e achei muito bom. Espero mesmo que o Eddie lance mais discos, com cada vez menos tempo entre um e outro.
Grande abraço.

FT: Falou. Espero fazer novos trabalhos o quanto antes. Obrigado por tudo. Estou por aqui, qualquer coisa, manda...
Abraço grande!!!

2008 Carnaval no Inferno

1. Bairro Novo/ Casa caiada
2. O baile Betinha
3. Quase não sobra nada
4. Carnaval no inferno
5. Metrodux
6. Nada de novo
7. Desequilibrio
8. Eu tô cansado dessa merda
9. Dessa vez foi demais

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1995 Brasil Compacto

1. Falta do sol
2. Quando a maré encher

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domingo, 23 de novembro de 2008

O VERDE DO MAR NO SOM DA LUCIANA

Luciana Oliveira é brasiliense e lançou um disco simples e gostoso de ouvir. O disco começa com a moderna ‘A ordem é samba’, com um arranjo intimista. Em seguida você tem a chance de ouvir ‘Danda Luanda’, que prepara uma cama com elementos africanos, jazz e scratches.

A partir daí você é levado numa viagem através do som da Luciana. Novamente elementos africanos, muita poesia e samba-reggae pontuam o trabalho dessa jovem artista. Destaque especial para ‘O verde do mar de Angola’ do Alexandre do Natiruts, que ficou maravilhosa na voz da Luciana. Ela também canta com a banda Natiruts, juntamente com o autor daquela canção.

Então entrem, leiam e ouçam o som da Luciana Oliveira.

Eu Ovo: Como surgiu sua paixão pela música? E como você começou?

Luciana Oliveira: Aos 6 anos de idade eu compus minha primeira música. Acho que por ser muito tímida, usava a música como uma válvula de escape. Lembro de um caderninho de composições que escrevi aos 11 anos e até tinham umas coisas legais (risos).
Eu tenho alguns primos músicos e que também seguiram carreira musical, o Alexandre do ‘Natiruts’ e o Marcelo Mira, e sempre nos reuníamos nas festinhas de família pra tocar violão e cantar. Acho que foi a partir daí que comecei a me envolver mais com a música.
Na escola eu também cantava nessas rodinhas e aí surgiu o convite pra entrar numa banda de reggae e ska chamada ‘Mal de Família’. Eu fiquei na banda durante cinco anos , até que engravidei , dei uma paradinha e depois tava a fim de me dedicar a um trabalho solo, mais de MPB.
Formei uma banda e me apresentei em bares e casas noturnas de Brasília. Nesse mesmo período comecei a descobrir o universo da música afro-brasileira, me encantei e montei um espetáculo cênico musical chamado ‘Cântico Negro’. A partir daí eu fui me influenciando cada vez mais por esse universo e mais outros. Participei de vários discos de rap, gravei chorinhos e um disco em 2005 intitulado ‘Tesselas’, no qual fui convidada pelo compositor Douglas Umberto.

EO: Como foi o processo de seleção das faixas do seu disco? Esse é o primeiro disco que você gravou? De quem são as composições?

LO: O processo de seleção durou uns três anos. Foram vários encontros com o João Ferreira que produziu o disco, e com vários compositores. Algumas músicas eu busquei, fui na casa do compositor, ouvi, escolhi, outras me chegaram por acaso. ‘Tecnococo’ acho que é a mais antiga. O Nelson me mostrou há uns 5 anos atrás, e eu guardei. 'O verde do mar de Angola’, eu ouvi o Alexandre (Natiruts) cantando um dia na Van, quando voltávamos de um show e foi paixão a primeira vista. ‘Dez pras três’ o Wilson Bebel compôs e me ligou de madrugada pra dizer que tinha uma música que era a minha cara. No dia seguinte eu ouvi e adorei.
As minhas composições foram feitas especialmente para o disco. Eu mostrei pro João e ele me incentivou a gravá-las. Nesse período em que estávamos concebendo o disco, usamos os shows também para experimentar as músicas. Como eu queria explorar essas misturas do orgânico com o eletrônico, experimentamos muita coisa nos shows, nos ensaios, para encontrar a medida certa.
Eu considero esse o meu primeiro disco pelo fato de ser um trabalho que tem minha cara, acho que é uma síntese do que venho trabalhando há alguns anos. Mas antes desse disco eu gravei o ‘Tesselas’, que saiu com meu nome, mas foi um convite do compositor Douglas Umberto. Ele gostou da minha voz e me convidou para cantar as músicas dele em parceria com Luís Graciliano. Mas vejo o ‘Tesselas’ mais como um projeto, embora tenha me envolvido muito com o disco.

EO: Quem toca com você no disco? E nos shows?

LO: No disco teve participação de grandes músicos de Brasília e de outros lugares. O João tocou violão em todas as faixas. O Leander Mota tocou bateria e percussão em todas as faixas também. Teve o Bororó que é um baixista lendário, já tocou com todas as pérolas da MPB e enriqueceu muito o disco com a sua participação e o DJ A que ficou por conta de todos os scrathes, efeitos e programações do disco.
Além desses tem a participação do Ribah Nascimento na guitarra, Fernando César no violão de 7 cordas, Rafael dos Anjos no violão, Pedro Vasconcelos no cavaquinho, Fernando Machado na clarineta, Pablo Fagundes na gaita, Beto Pizzulin, Alexandre Herrera e André Mitsuoka nos metais, Ana Reis e Paulo Santos nos backings vocais, o próprio Alexandre que tocou o violão no ‘Verde do mar de Angola’ e Jair Dupret, cantor caboverdeano que dividiu os vocais do ‘Verde do mar’ comigo.
Nos shows participam o João Ferreira que também faz a direção musical do show, Anderson Santos no baixo, Marcos Moraes, no violão e guitarra solo, Leander Mota na bateria, George Lacerda na percussão, Ana Reis e Nãnan nos backing e DJ A nas pickups.

EO: Quais são suas influências? O que você ouve em casa?

LO: As minhas influências vem muito da música brasileira, africana, jamaicana e música negra estadunidense. Coisas como Clara Nunes, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Moacir Santos, Maria Betânia, Bob Marley, Femi Kuti, Oumou Sangaré, Erikah Badu, Chico Science, Orishas, Linton Kwesi Jhonson, Nei Lopes, Ali farka Touré, Bebel Gilberto, João Donato, Elza Soares, João Bosco, Jorge Benjor, música de terreiro e por aí vai. Ultimamente tenho ouvido Lura, NNeka, Fino Coletivo, Ayo, Mayra Andrade, Martinália etc.

EO: Como você vê a cena musical daqui de Brasília?

LO: Embora eu esteja viajando por vários lugares com o Natiruts, acho difícil comparar a cena daqui com a de outros lugares, por que essas coisas tem que ser vivenciadas no dia a dia pra sentir. Mas acho que a cena aqui está crescendo, tem muitos músicos e muitas bandas, mas ainda sinto falta de lugares que ofereçam boa estrutura e que valorizem de fato o artista local.
Sempre quando a gente faz show fora, as vezes você vai numa cidade do interior e lá tem uma casa de show super bacana, com boa estrutura e acho que aqui faltam esses espaços. Você tem a opção de teatro, de montar uma estrutura ao ar livre ou de bares muito pequenos. Acho que falta o meio termo disso.
Mas por outro lado Brasília tem esse clima de cidade de interior onde todo mundo se conhece e isso é muito bacana também. As bandas e os artistas estão com uma estrutura melhor. O surgimento de várias produtoras, muitas delas formadas pelos próprios artistas tem contribuído para isso. E acho que com isso e com o advento da internet a conexão com artistas e produtores de outros lugares está mais fortalecida. Mas por outro lado temos um mercado com muita oferta e poucas opções ainda.

EO: Quais são os planos para o futuro? Na sua carreira...

LO: Tenho planos de fazer mais alguns shows por aqui e sair de Brasília por um tempo. Aqui tem um mercado que é meio circular e se você quer se projetar tem que dar uma volta por aí. Além disso acho que como experiência de vida isso é enriquecedor. Tenho vontade de tocar com uma galera diferente, respirar outros ares. Acho importante!

EO: Você baixa discos pela internet?

LO: Sim. Mas ainda compro discos também. Tenho um apego com o encarte, com as informações técnicas, além do que acho que o cuidado com o disco que você compra é maior, embora considere os preços muito altos.

EO: Te incomoda ver seu disco para download?

LO: Acho que música tem que circular, tem que chegar nas pessoas e a internet contribuiu para essa democratização. Mas acho que deve se ter o cuidado de não banalizar. As vezes o excesso de informação torna as coisas muito superficiais.
As pessoas tem acesso a tanta coisa que não se aprofundam em nada. Mas não me incomodo em ver meu disco para download, embora acredite que isso é apenas uma parte da obra. Mas por outro lado permite que a minha música chegue em lugares que talvez eu nunca imaginasse. Como num passe de mágica!!!

2008 Luciana Oliveira

1. A ordem é samba
2. Danda Luanda
3. Ê menina
4. Dez para as três
5. Marujá
6. Rainha das águas
7. Tecnococo
8. Mariá sereia
9. O verde do mar de Angola
10. Pra quem se sabe
11. Mãe das flores

Abaixa aui no Eu Ovo

domingo, 16 de novembro de 2008

O FILHOS DO PAI SÃO OS FILHOS DO PAI

Fela Kuti deixou um grande legado para a música, além da sua obra, mas também na figura de seus filhos.

Femi Kuti, nascido em 1962, foi o primeiro a iniciar carreira solo, quando o pai ainda estava vivo. Antes ele tocou muitos anos na banda do pai, Egypt 80. O primeiro disco foi em 1989, No Cause for Alarm, seguido por MYOB em 1991 e Femi Kuti em 1995.

Até essa época, o pai, Fela, era vivo e seguia tocando com a Egypt 80. Por isso Femi criou a própria banda, The Positive Force, com quem gravou os próximos discos, Shoki Shoki (1998), Fight to Win (2001) e Africa Shrine (2004).

Femi busca um som mais moderno para sua música. Ele ainda toca o afrobeat eternizado pelo pai, mas mistura novos elementos nesse caldeirão. O som dele tem acid-jazz, eletrônico e até reggae.

Recentemente Femi lançou várias coletânias de sua obra, e também participou da trilha sonora do game Grand Thief Auto IV, e da coletânia organizada por Brett Dennen, Hope for the Hopeless. Lançou novo álbum este ano após mais de sete anos sem gravar canções inéditas, Day by Day (para quem quiser a capa em alta resolução - é só clicar na capa do ábum - pois no arquivo rar só tem como referência).

O filho caçula de Fela também se aproximou da música do pai. Seun Kuti nasceu em 1981 e começou a tocar na banda do pai, Egypt 80, quando tinha oito anos. Após a morte do pai, em 1997, em decorrência de complicações com a AIDS, o jovem Seun assumiu a banda.

Seun preferiu seguir a linha tradicional do afrobeat disseminado por seu pai. Ele lançou um compacto em 2007, Think Africa, com faixas que fariam parte do seu novo disco, que ficou pronto e foi lançado este ano, Many Things.

Então ouçam, vejan e sintam o som dos filhos do pai, Fela Kuti. Femi Kuti e Seun Kuti arrebentam no afrobeat e seguem os passos do pai.

Seun Kuti
2008 Many Things (& Egypt 80)

1. Think Africa
2. Don't give that shit to me
3. Many things
4. Fire dance
5. Mosquito song
6. Na oil
7. African problems

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2007 Think Africa EP (& Egypt 80)

1. Think Africa
2. Think Africa (Radio edit)
3. Think Africa (Bonus beats)
4. Na oil
5. Na oil (Radio edit)
6. Na oil (Bonus beats)

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Femi Kuti
2008 Day by Day

1. Oyimbo
2. Eh oh
3. Day by day
4. Demo crazy
5. Do you know
6. You better ask yourself
7. One two
8. Tell me
9. They will run
10. Tension grip Africa
11. Dem funny
12. Lets make history
13. Inside religion

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2004 Africa Shrine (& The Positive Force)

1. Intro
2. Dem bobo
3. Oyimbo
4. I wanna be free
5. If them want to hear
6. Eho
7. 1, 2, 3, 4
8. Yeparipa
9. Can't buy me
10. Bring me the man now
11. '97
12. Intro Shotan
13. Shotan
14. Water no get enemy

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2001 Fight to Win (& The Positive Force)

1. Do your best
2. Walk on the right side
3. Traitors of Africa
4. Tension grip Nigeria
5. '97
6. Fight to win
7. Stop AIDS
8. Eko Lagos
9. Alkebu-lan (Cradle of civilization)
10. One day someday
11. Choice Is yours
12. Missing link

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1998 Shoki Shoki (& The Positive Force)

1. Truth don die
2. Beng beng beng
3. What will tomarrow bring
4. Victim of life
5. Blackman know yourself
6. Look around
7. Sorry sorry
8. Eregele

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1995 Femi Kuti

1. Wonder wonder
2. Survival
3. Frustrations
4. Intro Nawa
5. Nawa
6. Plenty nonsense
7. Stubborn problems
8. No shame
9. Live for today
10. Changes

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1991 MYOB (& The Positive Force)

1. M.y.o.b. (Mind your own business)
2. I know why
3. Master plan
4. Armed robbers
5. T.o.t. (Theory of togetherness)
6. August fool

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domingo, 9 de novembro de 2008

A BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM OUVE!

Amadou Bagayoko é guitarrista e cantor nascido em Bamako, Mali. Mariam Doumbia é cantora e nascida no mesmo lugar. Os dois formam o casal fusion do som africano de Mali.

Amadou tocava com Les Ambassadeurs du Hotel, mas em 1980 se casou com Mariam e formou o duo de sucesso que continua gravando discos até hoje. Uma coisa a mais sobre eles, que pouco importa, já que a beleza está nos olhos de quem ouve o som do casal cego que veio de Mali.

Lançaram um disco este ano, que não fácil encontrar na internet – quem achar favor colar os links nos comentários – ‘Welcome to Mali’. Assim como o primeiro disco da dupla, ‘Se te Djon ye’ (1998).

‘Dimanche à Bamako’ foi lançado em 2005, com produção e participação de Manu Chao. É um disco com uma sonoridade bem pop. Antes a dupla fazia fusion com os ritmos africanos e tinham um som mais cru – menos tratado. ‘Wati’ (2003), ‘Tjé ni Mousso’ (2000) e ‘Sou ni Tile’ (1999) são dessa fase.

2005 Dimanche à Bamako

1. M' Bife
2. M' Bife Balafon
3. Coulibaly
4. La Realite
5. Senegal Fast Food
6. Artistiya
7. La Fete au Village
8. Camions Sauvages
9. Beaux Dimanches
10. La Paix
11. Djanfa
12. Taxi Bamako
13. Politic Amagni
14. Gnidjougouya
15. M' Bife Blues

Abaixa aqui no Eu Ovo

2003 Wati

1. Walide (The Girl I Have)
2. Les Temps Ont Change (Times Have Changed)
3. Baroni (Chatting)
4. Sarama (The Charmer)
5. Dougou Massa (Head Of The Village)
6. Chauffeurs (Drivers)
7. Mali Denou (Children Of Mali)
8. Lahilala (There Are No Gods Other Than God)
9. Ilbiwa (The Moors)
10. Barika (Tribute)
11. Fana (The Telltale)
12. Poulo (The Peul People)

Abaixa aqui no Eu Ovo a Parte 1
Abaixa aqui no Eu Ovo a Parte 2

2000 Tjé ni Mousso

1. Chantez-Chantez
2. Djagneba
3. Dans Ce Monde Trouble
4. Si Ni Keneya
5. C'Est Comme Ca
6. Laban
7. Beki Miri
8. Bali Maou
9. Si Ni Kan
10. Dek I Lalane
11. Be'smi Lah
12. Mianga Titi
13. Fantani
14. Ko Be Na Touma Do
15. Nangaraba

Abaixa aqui no Eu Ovo

1999 Sou ni Tile

1. Je Pense A Toi
2. Combattants
3. Mouna
4. Pauvre Type
5. Dogons
6. Baara
7. Dounia
8. A Radio Mogo
9. Djandjola
10. On Se Donne La Main
11. Mon Amour, Ma Cherie
12. A Chacun Son Probleme
13. Teree La Sebin
14. Toubala Kono
15. C'est La Vie

Abaixa aqui no Eu Ovo

sábado, 1 de novembro de 2008

PARA SEMPRE É SEMPRE POR UM TRIZ

Se você já ouviu o disco novo da Virgínia Rodrigues você sabe a delicadeza que ficou a versão dela para a canção do Chico Buarque e Edu Lobo, Beatriz.

O disco todo é sensacional – mas não pode ser postado aqui no blogui porque é da gravadora Biscoito Fino. Mas o disco é de uma simpicidade maravilhosa. Tem a voz doce e suave de Virgínia, com o piano minimalista de Cristovão Bastos. Os arranjos são epifanias... Onde a cantora deixou um pouco de lado todos arranjos afros que permearam seus trabalhos até agora.

Enfim, se você quiser ouvir Beatriz, ouça ai do lado na Rádio do blogui. Quando ao disco novo da Virgínia Rodrigues, compre pelo site da Biscoito Fino, custa na faixa de R$ 30 reais. Ou então busque na internet, porque o disco já está disponivel para download. Só não posso dizer onde... Também não vou entregar o ouro... A capa é essa aí... Pelo menos em alta resolução.

Quantos aos três primeiros discos da carreira dessa baiana, descoberta por Caetano Veloso, estão aqui para download. O baiano ilustre também produziu e gravou a cantora pela Natasha Records, gravadora que administra, nessas três obras.

Por isso valeu Caetano! Por ter descoberto e lançado essa pérola maravilhosa que é Virgínia Rodrigues. Comentem a vontade!

1999 Sol Negro

1. Verônica
3. Negrume da noite
4. Lua lua lua lua
5. Adeus batucada
6. Nobreza
7. Sol negro
8. Terra seca
9. Manhã de carnaval
10. I wanna be ready
11. Querubim
12. Israfel

Abaixa aqui no Eu Ovo

2000 Nós

1. Canto para Exu
2. Uma história de Ifá
3. Salvador não inerte
4. Afrekêtê
5. Jeito faceiro
6. Depois que o Ilê passar/ Ilê é ímpar
7. Ojú Obá
8. Raça negra
9. Deus do fogo e da justiça/ Deusa do ébano
10. Malê de Balê
11. Mimar você
12. Reino de Daomé

Abaixa aqui no Eu Ovo

2003 Mares Profundos

1. Canto de pedra-preta
2. Tristeza e solidão
3. Bocoche
4. Tempo de amor
5. Canto de Iemanjá
6. Labareda
7. Canto de Xangô
8. Canto de Ossanha
9. Lapinha
10. Consololação
11. Berimbau
12. Lamento de Exu